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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desempenho de centro de distribuição garante entrega de material didático a 150 mil alunos em todo o país

Brasil ocupa a 61ª posição em relação ao cumprimento de prazos de acordo com o ranking de logística feito pelo Banco Mundial ...


Dados da Associação Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) indicam que o Brasil tem mais de 71 mil transportadoras e distribuidoras especializadas na entrega de diferentes mercadorias. A diversidade de oferta, porém, não é suficiente para garantir entregas no prazo, já que o último ranking de logística, realizado pelo Banco Mundial, revela que neste item, o Brasil ocupa o 61º lugar, entre 160 países avaliados.

A má condição das estradas é um dos principais responsáveis por este cenário. Mas algumas empresas já conseguiram encontrar alternativas para que greves, fatores climáticos e condições das rodovias não representem um obstáculo intransponível na hora de cumprir um prazo. É o caso do Grupo Uninter. “ Nossas entregas são realizadas em cidades como Altamira e Monte Dourado (PA), onde é preciso investir inclusive no transporte fluvial para chegar aos alunos. Mesmo assim, o material é entregue no prazo contratado, assim como é feito para quem está nas capitais”, conta Carolina Gomes do Amaral, gerente do Centro de Distribuição (CD) do Grupo Uninter.

Para isso, a empresa já estabeleceu parceria com mais de 20 transportadoras especializadas em diferentes regiões do país. Localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o CD da Uninter é totalmente voltado para atender os alunos matriculados em mais de 460 polos. A unidade tem 38 mil metros cúbicos de onde saem 1.400 toneladas de material didático anualmente.

Atualmente, o CD é dividido nas áreas de Planejamento Logístico, Relacionamento com os Polos de Estudo, Gestão de Transportes, Gestão de Estoques, Gestão de Malotes, Produção e Expedição. Estas duas últimas são consideradas os principais processos da Logística, pois envolvem maior número de pessoas e impactam diretamente no resultado percebido pelo aluno.

Recentemente houve uma integração nas áreas dos processos de planejamento, armazenagem e distribuição. Para atender os polos de estudos em todo o Brasil o CD Uninter, passou a usar duas metodologias japonesas de produção, a Lean Manufacturing e a Milk Run. A primeira tem como objetivos eliminar desperdícios, utilizar o tempo como métrica primária e elevar a produtividade e a qualidade. A segunda consiste na consolidação de cargas, com o objetivo de entregar os materiais, no dia e na hora exata. Em relação ao modelo usado anteriormente houve uma redução de 50% nos custos de transporte. “Esse formato exige bastante disciplina e acompanhamento, mas o resultado final é o atendimento dos prazos dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Grupo”, ressalta a gerente.

O grande impacto está na obtenção de menores custos, prazos de entrega mais exatos, maior produtividade e qualidade e, consequentemente, parceiros e alunos mais satisfeitos. Segundo Carolina, a modernização constante de todos os processos que envolvem o transporte e a distribuição dos materiais – sejam kits de livros, materiais promocionais, obras de acervo (biblioteca) ou de regime tutorial – resulta em qualidade, flexibilidade, confiabilidade, rapidez e custo. “Nossa desempenho de 98,72% de entregas dentro do prazo é nosso principal diferencial. Poucas empresas no mundo têm resultado tão efetivo”, afirma.

Sobre a Uninter

Grupo educacional presente em todo o território nacional, atuando no segmento educacional, da Educação Básica ao Ensino Superior, ofertando cursos de graduação, pós-graduação e educação de jovens e adultos (EJA) nas modalidades presencial e a distância, além de produzir conteúdos e livros para o ensino superior e materiais didáticos para a educação básica.


Disponivel: Pautas Incorporativa

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Gestão de Estoque analisada pela Pesquisa

Pesquisa avalia a gestão de estoques dentro das empresas

O Inbrasc – Instituto Brasileiro de Supply Chain (Fone: 11 3302.9200) realizou um levantamento sobre a gestão de estoques dentro das empresas. Desenvolvida entre os meses de fevereiro e março deste ano, a pesquisa “Panorama da Gestão de Estoques” contou com a participação de 200 executivos, em sua maioria do segmento da indústria (66%) e de empresas de grande porte (71%).

Entre os itens analisados no estudo estavam as dificuldades relacionadas à mão de obra na gestão de estoques e as ações que a área tem tomado para amenizar estas dificuldades; os níveis de entendimento dos membros da equipe; os níveis de estoques com os fornecedores; as ações realizadas para manter um bom relacionamento com os fornecedores; os obstáculos enfrentados pela área; a utilização dos integrantes da equipe de suprimentos com relação à gestão de estoque; e a utilização de práticas sustentáveis.

Dentre as principais dificuldades apontadas pelos executivos, a falta de profissionais qualificados ficou em primeiro lugar, com 59% das respostas, seguida da ausência de gerenciamento dos profissionais, com 52%, e da relação com os fornecedores, em terceiro lugar, com 26%.
Entre as ações feitas para amenizar essas dificuldades, 52% dos líderes afirmaram realizar reuniões periódicas para alinhar estratégias com os fornecedores e executar treinamentos internos, 25% disseram realizar treinamentos externos e apenas 9% não apresentam nenhuma atividade.

Já no quesito “compartilhamento dos níveis de estoque com os fornecedores”, as respostas apontaram que uma pequena parcela, apenas 21%, executa esse tipo de ação. Já 39% afirmaram compartilhar algumas vezes e 40% negaram este tipo de artifício.

Com relação às ações realizadas para manter um bom relacionamento com os fornecedores, 64% dos executivos afirmaram avaliar frequentemente os principais fornecedores e 36% disseram fornecer e receber feedback sobre o desenvolvimento dos negócios.

A forma mais eficaz para manter os integrantes da equipe sempre atualizados, apontado por 33% dos entrevistados, é com a realização de uma transferência de conhecimento entre os colaboradores de suprimentos, sempre motivada pela liderança.
Já com relação às ações sustentáveis, quase metade dos entrevistados, 48%, disse utilizar dessas práticas. E apenas 19% disseram não trabalhar com esse tipo de iniciativa.

Os profissionais também afirmaram entender claramente os impactos financeiros, as metas organizacionais e os impactos operacionais que a gestão de estoques pode causar. Apenas 9% afirmaram não possuir nenhum tipo de entendimento.    .

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Autor: Priscilla Cardoso

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Gestão de Estoque na Empresa Natura


Sistema de Logística da empresa brasileira de cosméticos NATURA




Diante da crescente competitividade, empresas que vendem produtos de forma tradicional, ou pela internet, não têm condições de obter vantagem sobre seus concorrentes sem a implantação de redes logísticas de alto desempenho. A logística encarrega-se de melhorar o nível de rentabilidade da distribuição, através de planejamento, organização e controle das atividades de transporte e armazenagem, facilitando o fluxo de materiais. O objetivo da logística, a entrega dos produtos, ou serviços, ao comprador no tempo e momento corretos, ao menor custo possível e nas condições pré-determinadas.

Dessa forma, pode-se dizer que a logística tornou-se um fator de sucesso imprescindível em todos os setores industriais, porém existem algumas tendências que devem ser consideradas anteriormente ao exame das estruturas e processos internos do sistema empresarial. A globalização aliada à abertura de mercados, a explosão tecnológica e ao surgimento de novos concorrentes redefiniram o cenário da concorrência a nível mundial e assim, se as empresas não se adaptarem ao novo cenário, fica cada vez mais evidente que a posição competitiva acabará por se deteriorar.

Outras tendências que afetam os sistemas logísticos são os consumidores mais informados e com alto grau de sofisticação, exigindo cada vez mais das empresas; maior poder dos atacadistas e varejistas; explosão em termos de evolução tecnológica. Tais necessidades de adaptação às empresas levam à conclusão de que o posicionamento estratégico de estoques, aliado às demais atividades logísticas, não tardará em se tornar obrigatório . O que não pode ser esquecido é a gestão da informação logística, a qual tem por finalidade garantir a eficácia do projeto de sistemas logísticos.


O modelo de gestão da empresa de cosméticos Natura

 Histórico e estrutura da empresa

Empresa brasileira do setor de cosméticos, iniciou suas atividades em 1969 com apenas sete funcionários. Na trajetória da Natura, um dos pontos fortes da empresa para obter êxito está na opção, feita em 1974, pela venda direta. Em 1980 já eram 200 funcionários e uma rede de 2 mil Consultoras. Em 1990 já possuía 1800 funcionários e 50 mil Consultoras e, entre os anos de 1993 a 1997, cresceu 5,5 vezes. Iniciou 1997 como a maior empresa brasileira de cosméticos, com 3000 funcionários, 145 mil Consultoras no Brasil e cerca de 10 mil na América Latina.


No ano de 2002 atingiu a marca de 307 mil Consultoras no Brasil e 15 mil na Argentina. Atingiu um volume de negócios de R$ 1,9 bilhão e registrou lucro líquido de R$ 119 milhões, o maior desde sua fundação e que significou um crescimento de 187,5% em relação ao ano anterior.

No ano de 2007 o market-share da empresa foi de 22,5%. De acordo com Rezende (ano de publicação desconhecido) esse crescimento, rápido e significativo, com resultados bastante arrojados, reflete o desempenho geral do negócio e, uma cultura e conjunto de crenças e valores focados no ser humano e sua relação consigo e com o mundo. Tal cultura, crenças e valores se fazem presentes também nos produtos desenvolvidos e fabricados e indica um trabalho orientado pela relação da empresa com o consumidor, com as Consultoras, com os colaboradores, com os fornecedores e parceiros, enfim, com seus stakeholders.
Dados de 2006 informam que a empresa possui uma área de 83,2 mil m2, com o maior centro de pesquisa desenvolvimento de cosméticos da América Latina. Possui negócios, além do Brasil, na Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru, Chile, México e França.
Dessa forma, a empresa reafirma sua participação cada vez maior em um mercado em ascensão. Através do desenvolvimento de projetos que valorizam o ser humano e a natureza, a empresa Natura promove a beleza, levando às pessoas produtos de qualidade e ambientalmente responsáveis.

Gestão de estoques

Ao mesmo tempo em que se elabora o plano de produção também é verificada a disponibilidade de produtos em estoque nos centros de distribuição (CD´s), bem como a demanda de cada um deles, com base na estatística de venda, para verificar a necessidade de abastecimento no local. São analisadas as ordens de produção de pedidos firmes e também as dos pedidos planejados. Também com o auxílio do Kanban, semanalmente, observa-se a tendência das vendas, o desvio gerado (previsto x realizado) e revisa-se os valores estimados.
Para o controle de estoques, não é utilizado o indicador de giro de estoques (devido à empresa considerar que apresenta baixa contribuição para a gestão eficaz), mas sim o indicador de cobertura. Dados de 2008 indicam que a cobertura média de estoques da empresa está em torno de 100 dias. Este indicador está relacionado diretamente com o Custo de Mercadoria Vendida (CMV), que indica o custo de certo item para a empresa. Por exemplo, se a empresa estima vender um item ‘Z’, que representa R$100,00 do estoque em 3 meses; significa que pretende vender R$33,33 referente ao item ‘Z’ por mês e, assim, tem uma cobertura de estoque de 3 meses. Este indicador é utilizado para medir a eficiência da empresa.
Atualmente a empresa não utiliza mais a classificação ABC para o controle de seu estoque, usando principalmente uma ferramenta específica de gestão baseada nos conceitos de oferta de produtos. É possível dizer que a empresa em estudo emprega em seu sistema de controle de estoques duas das sistemáticas encontradas na literatura: a sistemática de controle de estoque por ponto de pedido (Q) e a sistemática de controle de estoque por revisões periódicas (P). A primeira sistemática ocorre no controle dos insumos, onde se estabelece uma quantidade de itens a serem mantidos em estoque, chamada de ponto de reposição que, quando atingida, dá partida ao processo de reposição do item em uma quantidade pré-estabelecida. Já a segunda sistemática ocorre no controle dos produtos acabados, sendo que o modelo trabalha no eixo do tempo, estabelecendo datas nas quais são analisadas a demanda e as demais condições de estoques para tomar decisões sobre a reposição.

Outras ferramentas utilizadas para auxiliar na Gestão dos Estoques é o SAP, Warehouse Management (WM – Gerenciamento de Armazém) e Product Planning (PP – Planejamento de Produto). Além disso, utiliza-se indicadores de perdas, de qualidade (medindo o percentual de utilidade de dado item, se está vencido ou obsoleto, etc.). A contagem do inventário é cíclica, ocorrendo, no geral, trimestralmente e de maneira aleatória diariamente, sendo lançadas imediatamente no sistema as correções necessárias. Uma vez iniciada a produção, diariamente é programada a produção da fábrica e à jusante do fluxo têm-se como saída do processo, os produtos acabados que são destinados à armazenagem e posteriormente, às Consultoras Natura.

Armazenagem e Picking

A empresa Natura possui 3 fábricas na sua sede em Cajamar-SP e, um 4º armazém, que é responsável pela atividade de separação (picking).A atividade picking ou order picking pode ser definida como a atividade responsável pela coleta do mixcorreto de produtos, na quantidade correta para satisfazer as necessidades do consumidor (MEDEIROS,1999). O aumento da importância da atividade de picking fez com que novos investimentos fossem feitos nessa área, principalmente nos sistemas de separação. Para se ter noção da representatividade desta atividade, em média, o picking é responsável por 65% dos custos de manuseio de materiais de um centro de distribuição.

A empresa em estudo possui 3 CD´s. A unidade de Recife-PE possui capacidade de armazenamento de 1.000 pallets, pois possui um CD pequeno utilizado como laboratório prioritariamente para testes; ou seja, quando a companhia deseja alterar o layout de uma caixa (utilizada na entrega dos pedidos), por exemplo, lança o projeto nesta região de modo a avaliar o caráter logístico. Como a região do Nordeste é atípica, com sertões e ladeiras, serve de base para verificar a resistência dos materiais em análise. Geralmente, se a caixa/embalagem resistir a este percurso, resistirá às demais regiões do país.

A unidade de Matias Barbosa-MG apresenta capacidade de armazenamento para 2.000 posições (espaços para pallets) e a unidade de Cajamar-SP para 52.000 posições, suprindo as fábricas com insumos e a área de picking com produtos acabados para a separação. No momento em que a ordem de produção é aberta pelos colaboradores da fábrica, os colaboradores do armazém recebem imediatamente as informações sobre os insumos que irão precisar, e enviam os itens através de robôs.

No ano de 2005 foi inaugurado o segundo armazém vertical (AV) da empresa. A estrutura totalmente automatizada aumentou em cerca de 116% a capacidade de estocagem da empresa, permitindo maior agilidade no atendimento às Consultoras. A construção desse armazém tem ainda o objetivo de suportar o aumento das vendas previsto pela empresa para os próximos anos. De acordo com a empresa, o novo armazém praticamente dobrou a capacidade de estocagem e movimentação, agilizando o processo de separação de produtos. O armazém tem 35 metros de altura, o que permitiu elevar sua capacidade de comportar mais pallets, passando de 25.000 para 52.000. O AV apresenta um tempo de reposição de 2 minutos, sendo que o sistema de gestão de estoques é integrado com o sistema de controle SAP®. Nesta área operam apenas 3 colaboradores, os quais administram as atividades pela eletro monovia de 650 metros, sendo que o tempo de movimentação dos materiais, do armazém até a fábrica, é de 14 minutos.

Na área de picking são separados os pedidos, sejam eles do tipo Make to Order (sob encomenda) ou Make to Stock (para estoque), através de 3 linhas (duas delas automáticas, o que limita o formato dos itens, e uma delas semi-automática, a maior delas). Nestas 3 linhas é possível movimentar aproximadamente 3.000 caixas/hora, visto que as linhas automáticas trabalham 24 horas por dia, ininterruptamente. Nelas os produtos referentes a um pedido são separados automaticamente em uma esteira por dispositivos conhecidos como dispensers e, posteriormente, são encaminhados até a caixa de envio ao cliente. O controle e a automação do sistema garantem que cada pedido tenha seus respectivos produtos ejetados automaticamente de forma com que a separação seja rápida e precisa.

A área de picking é responsável pela separação de pedidos de mais de 300.000 clientes em todo o Brasil, e tem a responsabilidade de garantir os prazos de entrega e a exatidão na separação dos pedidos. Na empresa Natura, diariamente, são separados aproximadamente 35.000 pedidos por dia, sendo 35.000 a 45.000 volumes (caixas) e 98% dos pedidos são despachados em 24 horas. Em épocas não festivas, geralmente trabalha-se com apenas um turno de produção/expedição.

Uma vez ao dia são recebidos os pedidos, separados por região e, posteriormente, montados. O piso do armazém é demarcado identificando o local de posicionamento dos insumos e dos produtos acabados (pode ser em pallets ou em caixas) para facilitar a movimentação dos materiais. A ordem de atendimento dos pedidos é por ordem de chegada, sendo que dentro de cada subdivisão por região, atende-se aos pedidos mais antigos – First in First out (FIFO – Primeiro a chegar é o primeiro a sair). Se houver uma região com maior atraso que as demais, é atrasado o envio destas para recuperar o atraso da região mais prejudicada (backlog).


O comportamento da atividade de picking no biênio 2003-2004 foi de crescimento na quantidade de pedidos bem como na quantidade de itens separados de 24% e 26%, respectivamente. Após a montagem dos pedidos, é realizada a conferência dos mesmos na estação de controle, a qual ocorre em 3 etapas: 1) Leitura do Bar Code (código de barras) de cada produto contido na caixa do cliente - se faltar um item do pedido, é acusado na tela de visualização e o colaborador adiciona esse item ao pedido e se sobrar, é retirado; 2) Conferência do Peso - adiciona-se uma taxa de segurança bem estreita para os pesos e se houver discrepância, a caixa é encaminhada para a análise manual; 3) Análise Manual do Pedido. Ressalta-se, no entanto, que o sistema de controle por Radio-Frequency IDentification (RFID – Identificação por radiofrequência) ainda não é utilizado pela empresa devido o alto custo de implantação.

Disponivel no Artigo: Produção Logística Transportes Pesquisa Operacional

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Evitar prateleiras vazias atrai mais clientes

Gestão de estoques evita prateleiras vazias

São Paulo - Em tempos de crise, dimensionar corretamente os estoques pode ser um grande desafio para os varejistas. A mudança de hábitos do consumidor pode confundir os empresários levando à falta de produtos nas prateleiras. Só em julho, o número de rupturas, como é chamada essa ausência de itens, chegou a 10% no varejo brasileiro.
Não encontrar uma mercadoria na prateleira pode gerar frustração entre os consumidores. Por isso, ter gestão de estoques eficiente e comunicação efetiva entre o centro de distribuição e os fornecedores pode garantir, além da reposição rápida das categorias, um número maior de clientes satisfeitos.
Na opinião da coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, Patricia Cotti, deixar de ter um produto torna-se prejudicial em um período prolongado. "Hoje, a ruptura é fácil de ser evitada, já que existe uma vasta opção de produtos similares que podem atender a necessidade do consumidor. O problema está no tempo em que essa categoria vai ficar indisponível", afirmou a especialista. 
Para Patricia, a experiência de não encontrar uma marca pode frustrar o cliente. "No longo prazo, isso pode até desmotivar e o cliente levá-lo a outros canais", disse ela.

Estratégias


A estimativa é que o setor supermercadista seja o mais afetado com a falta de insumos nas prateleiras. Outros ramos como material de construção também segue alerta.
Já nas operações de vestuário, em especial as de fast fashion, o produto acabar rápido e não ser reposto é estratégia de venda. "Para alguns nichos isso é prejudicial, mas na moda, a ruptura é estratégica. Redes como Zara e Riachuelo colocam poucos itens à venda para impulsionar a compra e manter o conceito fast fashion", comentou.
No caso da Telhanorte, a tática foi investir na melhoria logística. Recentemente, o diretor-geral da rede Manuel Corrêa informou ao DCI ter investido na melhora da eficiência de entrega. "Desde 2010 investimos R$ 43 milhões em plataforma logística. Com isso, melhoramos a eficiência e a diminuição da ruptura no ponto de venda", explicou. A ruptura na rede gira em torno de 1,5%.
Para Patricia, dar atenção aos ramos de logística e de gestão da provisão de vendas é opção determinante. "O varejista tem de estar atento à gestão da loja, assim como à necessidade do consumidor".
Para a especialista, os operadores de caixa devem perguntar ao consumidor se ele encontrou tudo o que procurava. Isso ajuda a desenvolver melhor as categorias nos pontos de venda. "Você passa a ter mais afinidade com os interesses do consumidor", concluiu. 

Tecnologia a favor


Pesquisa realizada pela neogrid Supply Chain Benchmark Powered by Nielsen mostrou que a ruptura esteve na ordem de 10% no varejo brasileiro em julho deste ano.
Na opinião do diretor de operações Supply Chain da marca, Gilson Torii, ter ferramentas tecnológicas como um software de gestão, ajuda na organização das categorias e nas vendas. "Com a ferramenta é possível identificar o que causa a falta de produtos na prateleira. Geralmente o varejista tem o item em seu estoque, só que há um falha na comunicação entre a loja e o back office".
A neogrid identificou que 40% dos casos ocorreram por falta de controle do próprio varejista, que não disponibilizou os itens no ponto de venda, ou ainda por falha na entrega. Os índices mencionados referem-se ao setor supermercadista baseado nas categorias: cervejas, bolachas e biscoitos, leite longa vida, iogurte e refrigerantes. "É preciso estar atento. A falta na prateleira significa perda na venda", enfatizou Torii. O número de vendas perdidas por indisponibilidade chegou a 7% em janeiro e caiu para 4% no fim do primeiro trimestre. Nos meses seguintes subiu e fechou o segundo trimestre em 5%.


Autor: Jornal DCI

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Problemas nos Estoque pode prejudicar sua Empresa

EUA: etanol encarece com logística prejudicada e estoques apertados


Nova York, 17 - Os preços do etanol estão em alta nos Estados Unidos em meio aos estoques apertados e às dificuldades de transporte. Na última semana, o contrato com vencimento em abril do biocombustível, que por lá é feito a partir de milho, avançou 6,9% na Bolsa de Chicago (CBOT), para US$ 2,467 o galão (1 galão = 3,78 litros), maior patamar desde 4 de dezembro. As apostas são de que as cotações ultrapassarão a marca de US$ 3 o galão em breve.
Produtores do Meio-Oeste têm enfrentado dificuldades para levar o etanol até a costa, onde refinarias o misturam à gasolina ou o exportam. Principal região norte-americana produtora de milho, o Meio-Oeste foi castigado pelo inverno rigoroso deste ano. Muitas estradas, por exemplo, estão esburacadas em razão da neve que caiu nas últimas semanas.
No porto de Nova York, o galão tem sido embarcado com um preço US$ 1 mais alto frente o da CBOT, bem acima da diferença usual de apenas 10 centavos de dólar, conforme a empresa de informações de mercado Platts. Analistas dizem que esse spread está alto em virtude da falta de produto.
Além da logística interna prejudicada, os EUA também estão lidando com uma demanda internacional mais forte, já que o Brasil tem destinado maior parcela do biocombustível para consumo doméstico. Em novembro, os EUA exportaram 2 milhões de barris de etanol, maior volume desde março de 2012, de acordo com o último levantamento da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).
Em razão desses fatores, os estoques do país caíram para apenas 15,9 milhões de barris na semana terminada em 7 de março, o menor volume para uma semana de março, disse a EIA.
Para compensar, algumas empresas já planejam aumentar a produção de etanol. É o caso da Pacific Ethanol. Em fevereiro, o presidente e executivo-chefe da companhia, Neil Koehler, anunciou que uma de suas unidades voltará a operar na Califórnia. Fonte: Dow Jones Newswires.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Desafios no Varejo

Gestão de estoque é assunto crítico no Varejo

Especialista da Sispro sugere 3 passos para ajudar a superar as dificuldades do setor

No varejo, um dos maiores desafios é a gestão dos estoques porque as empresas não levam em conta uma série de variantes, como, por exemplo, a necessidade da criação de processos que considerem todo o ciclo de vida de um produto na prateleira e nos armazéns. A constatação é de Patrick Piazza Santiago, especialista da Sispro Software Empresarial, fornecedora de sistema ERP . De acordo com ele, as empresas que mais sofrem são aquelas que possuem grandes variedades de itens e as que também possuem lojas em diversas regiões do país, separadas por culturas diferentes. O desafio é proporcionalmente maior quando os sistemas de gestão não acompanham esta evolução dos negócios, segundo o especialista.

Como o Varejo está na categoria das empresas que lidam com grades de produtos diversas e grande volume de itens, distribuídos por categorias de produtos, marcas, tamanhos, entre outras variações, o controle do estoque acaba se tornando um problema difícil de resolver em muitos casos. Uma rede varejista, por exemplo, pode ter processos de gestão de estoques diversos para atender aos negócios nas localidades onde possui suas lojas. “Pode acontecer de a rede possuir lojas em Fortaleza e em Porto Alegre, por exemplo, e os produtos consumidos em cada uma delas serem bem diferentes, o que faz com que a empresa tenha que considerar esta variação na gestão dos negócios e, consequentemente, seus estoques e relacionamento com fornecedores”.

Levando em conta estes cenários, Santiago conseguiu identificar os maiores gargalos na gestão de estoque e elaborou três passos para que os gestores possam melhorar a administração deste processo:

1 – O cadastro de produtos deve ser detalhado, minucioso, especificando detalhes que possam facilitar consultas sobre quantidade existente, vendas realizadas, compras de fornecedores, transferências entre lojas, devoluções, logística de distribuição etc.;

2 – Criar uma inteligência de compras utilizando o sistema de gestão para controlar estoque máximo e mínimo, visando identificar os produtos que devem ser repostos, quando e com que frequência. A utilização de baixas automáticas do estoque de forma segura é fundamental neste processo;

3 – Procedimentos internos para controle de estoque devem levar em conta os depósitos trancados, sendo que as retiradas devem ocorrer somente com requisições e NF-e para esta finalidade. O depósito deve ser organizado por grupos de produtos e endereçados, entre outras especificações. A rastreabilidade dos itens é vital e a empresa deve considerar o uso de tecnologias de rastreamento, como as tags de rádio frequência, RFID, por exemplo, que oferecem diversas outras vantagens se comparadas com os tradicionais códigos de barras.

Santiago lembra que no Brasil houve um tempo em que ter grandes estoques no começo do mês representava uma forma de reduzir os efeitos da inflação alta, quando ela chegou a ultrapassar a casa dos 80% ao mês. Em outras épocas, quando o congelamento de preços foi adotado no Brasil o problema era não ter produto suficiente para atender à demanda. Em tempos de crises ou vacas gordas, tanto faz, a gestão dos estoques sempre se apresentará como fundamental para os negócios. “Ter isso em mente é criar as possibilidades de ter um planejamento adequado dos negócios. Além disso, a competividade faz com que os gestores busquem soluções para resolver este dilema. Certamente eles devem considerar a evolução tecnológica dos sistemas de gestão e selecionar um fornecedor que possa ajudá-lo a elaborar ou melhorar os processos internos com esta finalidade”.


Mais noticia sobre estoque disponível em :
http://recordriopreto.com.br/noticia/22681/estoque-das-lojas-aumenta-devido-a-falta-de-consumidores.html#.VdsaKflViko

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Varejo é afetado pela Crise

A crise chega no varejo

O ajuste econômico força o varejo a buscar formas de elevação da sua produtividade interna.

Depois de um longo período de crescimento, motivado pelo aumento de crédito, aumento real de salários e pelo pleno emprego, o varejo começa a sentir os efeitos do ajuste econômico que tem o objetivo de colocar a economia nos eixos para que possamos ambicionar um novo ciclo de crescimento sustentável.
A crise não tem o mesmo impacto entre as diversas atividades do varejo. Os segmentos mais prejudicados são aqueles que foram artificialmente estimulados e que passam por uma verdadeira ressaca, resultado de uma festa de vendas induzida pelo governo federal. Em geral, os bens de crédito demonstram mais dificuldade de crescimento e os bens semi-duráveis e não duráveis, que dependem menos de crédito, apresentam uma performance menos desastrosa mas igualmente preocupante.
De uma maneira ou de outra, o varejo vem sendo afetado como um todo e a perspectiva de melhoria das variáveis externas do negócio está adiada para o ano de 2016 ou 17, quem sabe. Resta ao varejo voltar-se para o aumento de produtividade interna, tornando mais eficaz a gestão de recursos cada vez mais escassos. De um modo geral, toda a empresa tem áreas de melhorias a serem buscadas, entre as quais eu destaco:

Gestão de caixa: é a hora do conservadorismo na gestão do dinheiro. É fundamental que a empresa robusteça a sua capacidade de projetar o caixa a médio e longo prazo, evitando rupturas não previstas ou um endividamento que poderia ter sido evitado. É literalmente hora de se fazer mais com menos, em todos os sentidos. Um colchão de segurança neste período de maior volatilidade de vendas é altamente desejável.

Gestão de estoques: é momento de redução do nível médio de estoques, revisão da variedade e do sortimento de mercadorias e de foco nos itens da curva "A" de vendas, cuja falta deve ser evitada para que a redução de estoques médios possa ser feita com o menor impacto possível sobre o nível total de vendas. Compras mais frequentes em menores quantidades e parcerias com fornecedores estratégicos são altamente recomendáveis.

Gestão de clientes: quem aproveitou o período de crescimento de vendas para construir um sólido banco de dados de clientes, capaz de fornecer informações estratégicas sobre perfil dos consumidores e seus e hábitos de consumo, tem uma posição privilegiada na comparação com os seus concorrentes. Uma boa gestão de relacionamento com os clientes e uma estratégia de marketing assertiva, que saiba produzir e enviar mensagens relevantes para cada cluster de clientes poderá gerar maior fidelidade de compras e maior "share of pocket", proporcionando uma melhor manutenção do nível de vendas.

Gestão de pessoas: é hora de vender e não mais apenas entregar mercadorias. Uma equipe preparada e motivada para enfrentar a avalanche de más notícias que é despejada sobre nós todos os dias através dos meios de comunicação pode ser decisiva na manutenção do número de clientes e do nível das vendas.

O foco agora tem que estar na produtividade por cliente. Esforços consistentes precisam ser feitos para compreender um eventual "downtrading", ou uma desencalhada do consumidor de itens de maior valor unitário para outros de menor valor unitário mas que atendam corretamente a necessidade do consumidor. A conversão no ponto de vendas e a capacidade de geração de vendas adicionais também são cruciais. Nenhum cliente pode ser perdido ou desperdiçado, se isto puder ser evitado. Sabemos que as crises são seletivas. As melhores empresas de varejo tem a oportunidade de se consolidar e de sair mais robustas e com maior participação de mercado após este período de ajustes econômicos. Cruzar os braços ou disseminar pessimismo não leva ninguém a lugar nenhum. É hora de arregaçar as mangas e fazer acontecer. Esta não é a primeira e com certeza não será a última crise pela qual o varejo irá passar. O melhores vencerão e viverão para contar história.


Autor: Alexandre,Porto Alegre /RS

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